O Bicudo (Sporophila maximiliani) é uma pássaro de características absolutamente peculiares, o que o torna não só o preferido, como o mais valorizado entre os amantes dos pássaros canoros silvestres. Praticamente extinto na natureza, tem sua preservação garantida pela criação em ambiente doméstico - regida por leis específicas - e por parcerias que já começam a se desenvolver entre o Poder Público e os criadores, com a reintrodução do pássaro em alguns de seus habitats originais.
O tom extremamente melodioso de seu canto - não raro lembrando uma flauta -, a diversidade de notas e cantos regionais, além da capacidade de cantar por longos períodos, diferenciam o Bicudo de praticamente todos os pássaros. Há exemplares que conseguem cantar initerruptamente por cinco ou mais minutos.
FORTE PERSONALIDADE
Um outro aspecto que apaixona os criadores é a personalidade do Bicudo. Pássaro extremamente territorialista, demarca seu terreno com o canto. Destemido, parte para o embate físico diante da aproximação de outro bicudo que o ameaçe. Essa valentia foi uma das razões para sua quase extinção, pois tornava-se presa fácil para os caçadores e traficantes, uma vez que, rapidamente, se aproximava das gaiolas de captura - estas, com redes, alçapões e varetas de visgo - para brigar com o pássaro que lá estava exatamente para atraí-lo. Ignorava a presença do homem e era facilmente capturado.
O conjunto de movimentos do Bicudo também apaixona os criadores. Sua coreografia é variada, e através dela pode-se identificar seu estado de espírito e algumas das características de seu caráter: alguns tem movimentação intensa, outros são mais quietos, alguns tem movimentos extremamente elegantes e precisos; e há aqueles que parecem estar sempre dispostos ao enfrentamento com outros pássaros, numa altitude altaneira, confiante e desafiadora, principalmente quando há fêmeas por perto.
O Bicudo mede e pesa em média 16 cms e 25g, respectivamente. Habitava originalmente boa parte do território brasileiro - exceção das regiões mais frias. A caça ilegal e predatória, os desmatamentos, o crescimento urbano desordenado, as monoculturas agrícolas e o uso intensivo de agrotóxicos praticamente dizimaram o Bicudo na natureza. Seu espírito territorialista e mais recluso, e a necessidade de viver em áreas de brejo com água e sementes abundantes, tornaram ainda mais difícil a vida dos bicudos, diferentemente de outras espécies, como canários da terra - que andam em bandos - ou sabiás, perfeitamente adaptadas ao ambiente urbano, a ponto de fazerem seus ninhos nas varandas das residências.
PERÍODO REPRODUTIVO
O Bicudo, em seu primeiro ano de vida, é totalmente pardo. Suas penas vão escurecendo a partir do segundo ano, até ficarem totalmente pretas, com duas grandes pintas brancas no meio de cada uma das asas. Há exemplares que ficam com o bico totalmente preto. Outros, a maioria, tem o bico branco ou rajado de branco e preto. As fêmeas tem as penas sempre pardas e o bico marrom-escuro. Algumas poucas ficam com o bico branco ou rajado. A época de reprodução se dá entre setembro e fevereiro, e as ninhadas normalmente variam de um a três ovos. Nos demais meses, o pássaro faz a sua troca de penas - a muda - e diminui sensivelmente sua cantoria. Um Bicudo criado em ambiente doméstico pode viver 30 ou mais anos.
O Criatório Top Fibra está entre aqueles que tem enorme admiração e paixão pelos bicudos, e desenvolve sua criação totalmente comprometido com as melhores práticas, com o aperfeiçoamento genético e com toda a legislação pertinente ao tema, para que essa espécie maravilhosa possa continuar encantando a todos com suas iniguláveis características.